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1 de jun. de 2014

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 15 - FOLFOX

Fiquei quase 2 meses e meio sem químio para não atrapalhar a cicatrização da ferida aberta da última cirurgia que fiz para retirada do nódulo que se localizava no músculo peitoral.

A ferida estava com muito secreção e resolveram colocar dentro da ferida uma placa que parece uma esponjinha, para puxar a secreção.

Depois de alguns curativos com a placa, a secreção começou a ficar esverdeada, sinal de infecção, então desistiram da placa e começaram a passar uma pomada de sulfa  que também não adiantou.

Uma enfermeira do plano de saúde estava vindo todos os dias fazer o curativo e foi colhida  uma amostra da secreção para ver qual era a bactéria que estava ali.

Enquanto estavamos esperando o resultado do exame, a enfermeira começou a passar um spray antibiótico e não é que deu resultado! Hoje já está bem sequinho e a carne já está preenchendo o "buraco".

Nesse meio tempo, a oncologista mudou a químio para a FOLFOX.

Ela disse que era mais leve e que não ia interferir tanto na cicatrização da cirurgia.

Eu tomava 1 dose no ambulatório durante 4 horas e voltava prá casa com uma bolsinha que levava dentro um frasco como esse da figura abaixo que, ligado por um tubo ao cateter, ia injetando o medicamento.





O difícil é tomar banho e dormir com isso ligado corpo, dentro de uma bolsa pendurada no ombro como uma bolsa tira-colo.

Mas, o que eu não sabia é que depois de tomar 2 doses com efeitos colaterais de enjôo, tontura, falta de apetite e muita dor no abdomem, eu iria ter 1 semana de febre sem saber que era efeito da químio.

Na sexta-feira, ia 23, acordei com problema de visão e com febre de 38.8, só aí pedi prá minha filha Joana me levar para o hospital.

Fiquei no ambulatório de oncologia recebendo soro e medicamento para dor.

Quando eram 16:00 hs e estava sendo internada, recebi a notícia, pela minha filha, que meu marido, que estava há 2 meses no hospital, havia FALECIDO.

Não sei explicar o que senti...

Não pude nem dar um abraço na minha filha, porque estava numa cadeira de rodas com o soro ligado no cateter .

Fiquei internada do dia 23 até o dia 28 e o diagnóstico, depois de vários exames é que eu estava desidratada, com insuficiência renal aguda e neutropenia pós QT.

Minha dieta era sem sal, por causa dos rins, e para dibéticos, ou seja, uma comida sem gosto e com poucas calorias.

Aí o que aconteceu? Fiquei com hipoglicemia, é lógico, e eles me davam glicose pelo cateter.

No penúltimo dia,  quando disse que não conseguia comer aquela comida, a nutricionista veio falar comigo e autorizou uma dieta mais "caseira" e calórica.

De manhãzinha, vieram medir a glicose e deu muito baixa (59) e quando a enfermeira disse que ia me dar mais glicose eu disse que não queria e só aí ela disse que poderia me dar 1 suco de laranja no lugar. Eu tomei e quando mediram o índice de glicose, já tinha subido para 104.

Nesse meio tempo, entre o dia 23 e 24, minha filha Joana, meu genro Daniel e meu cunhado Pedro estavam providenciando o velório e enterro do meu marido, aos quais não pude ir porque estava internada

Sofri muito por não poder estar lá para consolar minhas filhas e dar o adeus final ao homem da minha vida (vivemos 33 anos juntos).

Na quarta-feira,dia 28, tive alta e voltei prá casa muito fraca, tomando antibiótico de 12 em 12 hs.

Não podia nem sentir o cheiro da comida que já me dava enjôo.

Só com a "comidinha" que minha filha Flora fez com tanto
amor, é que fui ficando mais forte, o enjôo passou de vez e o índice da glicose voltou ao normal.

Aqui deixo uma homenagem ao meu marido

 Um dia, há 33 anos atrás, eu estava deitada na minha cama, na pensão onde morava, escutando música no rádio e quando ouvi essa música descobri que estava apaixonada pelo Marco Cortivo . Não sabia a letra, mas a música me emocionou muito.

Hoje, procurei a tradução e escolhi alguns trechos para dedicar ao homem da minha vida...

"Obrigado pelos momentos que você me proporcionou
As lembranças estão todas em minha mente
E agora que nós viemos para o fim de nosso arco-íris
Há algo que eu tenho que dizer bem alto

"Obrigado pelos momentos que você me proporcionouAs lembranças estão todas em minha menteE agora que nós viemos para o fim de nosso arco-írisHá algo que eu tenho que dizer bem alto
Você compartilhou meus sonhos, minhas brincadeiras,minhas doresVocê fez minha existência ter valore se eu tivesse que viver minha vida novamenteeu passaria todos os momentos com você
Não há nada para nos manter separados"
E como eu sempre disse: 

A DISTÂNCIA NÃO PODE SEPARAR OS CORAÇÕES DAQUELES QUE SE AMAM!

Eternamente sua "FLOR"




25 de mar. de 2014

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 14 - XELODA E CIRURGIA

Depois de muitas sessões da quimio Navelbine que não me causou nenhum efeito colateral, minha médica achou melhor mudar para o remédio que se chama Xeloda.

São comprimidos que eu podia tomar em casa, 6 por dia, e só iria voltar no hospital para tomar o remédio para os ossos e para limpar o portocatch.

Achei bom poder tomar a quimio em casa, mas mal sabia o transtorno que isso iria produzir no meu organismo.

Eu já estava tomando 11 comprimidos e mais os 6 da quimio, totalizou 17 por dia.

Depois dos primeiros dias que comecei a tomar, fiquei tão fraca que não consegui levantar da cama por 3 dias e em seguida, fiquei com uma diarréia que acabou comigo.

Mesmo assim, tomei os comprimidos por 15 dias e descansei uma semana, cuidando da diarréia com alimentação.

Nesse meio tempo, a médica me encaminhou para uma consulta com um cirurgião oncológico para fazer uma "higienização" no tumor que estava no músculo peitoral e que apresentava no seu centro uma camada amarelada.

Ele disse que seria uma pequena cirurgia  e que talvez só fosse dar uma anestesia local e que no dia seguinte eu eria alta.

Fiz os exames pré-operatórios e quando levei prá ele , ele resolveu que seria anestesia geral e que devido ao local já ter sido radiado poderia soltar alguns pontos porque a pele estava muito fina.

Então, no dia 26 de fevereiro fui internada para a operação.

No dia seguinte, o médico foi no quarto e me disse que tirou todo o tumor, inclusive um pedaço do músculo peitoral, mas que eu podia ter alta hospitalar.

Fui para casa e dormi bem naquela noite, mas no dia seguinte quando levantei da cama a  diarréia voltou e eu perdi os sentidos.

Só sei que chamaram a ambulância e me levaram para o pronto socorro do Hospital Ana Costa.

Eu não lembro de nada nesse meio tempo e só recobrei os sentidos bem depois, só dizia que queria ir embora, até que me internaram e fiquei com uma máscara de oxigênio porque não estava conseguindo respirar direito.

Passei o carnaval todo no hospital, usando fralda, sem conseguir comer e com os pontos abrindo a cada dia que passava.

Minhas filhas se revesavam para me fazer companhia e cuidar de mim no hospital.

Não  sei como agradecer tanta dedicação que as 3 demonstraram nesse momento tão difícil.

Tive alta na quara-feira de cinzas com a responsabilidade das minhas filhas fazerem o curativo da operação em casa, só que os pontos foram abrindo a cada dia mais e formou um "buraco" bem grande e fundo, mais ou menos 10 x 6 x 1 cm.

A primeira a fazer o curativo foi minha filha Joana que, deixava minha netinha com a sogra e vinha todo dia em casa  prá fazer o curativo  e ajudar no que fosse preciso.

Minha filha Júlia que mora em São Paulo, também deixou  sua casa e veio cuidar de mim, fazendo o curativo por alguns dias.

E por fim, quando minha filha Júlia voltou para São Paulo, "sobrou" para minha filha Ana Flora fazer o curativo, que tinha medo só de olhar para ele.

Em casa, voltei a comer melhor e minha filha Ana Flora fez uma dieta só com alimentos que "seguram" o intestino e foi assim que passou a diarréia e pude me "livrar" da fralda.

Estou voltando no hospital toda sexta-feira para que o médico refaça o curativo e possa acompanhar o preenchimento do "buraco".

Até agora está sendo preenchido muito lentamente, mas temos de ter paciência e agradecer a Deus porque não sinto nenhuma dor.

E que Deus abençoe minhas 3 filhas pela dedicação e amor demonstrado  por mim nesse momento tão difícil.

EU AMO MUITO VOCÊS 3.














13 de dez. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 13 - VENCENDO A DOENÇA


As pessoas que vencem as doenças graves possuem algumas características em comum:


*Senso de responsabilidade pessoal sobre sua saúde e sobre como podem influenciá-la,

*Possuem um propósito na vida,

*Buscam novas razões para sua vida.

*Aceitam a realidade de seu diagnóstico, mas se recusam a acreditar que suas vidas nunca mais serão saudáveis e alegres.

*Possuem habilidade em comunicar seus conceitos sobre o seu tratamento com os outros,

*Possuem grande sensibilidade em ouvir o seu corpo e suas necessidades.

*Possuem expectativas favoráveis sobre o resultado de seu tratamento.

*Assuem o controle das decisões que afetem diretamente suas vidas.

*Desenvolvem um grande senso de humor e aprendem a sorrir.

*São pacientes com suas expectativas e não esperam a solução de seus problemas da noite para o dia.

*Acreditam que ninguém sozinho podem curá-las, mas sim uma combinação de fatores agindo na direção da   cura.

*Não têm medo da vida, nem da morte.

*Têm Foco, Força e Fé.


12 de out. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 12 - OUTUBRO ROSA


Outubro Rosa é um campanha de conscientização realizada por diversos entes no mês de outubro dirigida à sociedade e as mulheres sobre a importância do auto-exame na prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Eu descobri um nódulo fazendo o auto-exame na mama em 2008.
Vocês podem acompanhar toda a trajetória do meu tratamento lendo os posts que fiz sobre Câncer de Mama

                                                                              via

(veja AQUI como  fazer o auto-exame da mama)


Eu estou feliz!

Os últimos exames mostraram que o nódulo do pulmão sumiu, o do fígado que era de 6 cm diminuiu para 4 cm e o que estava no músculo peitoral, do tamanho de um limão visível pelo lado externo do peito, "muchou" quase totalmente. 

A oncologista disse que vou fazer mais 2 ciclos de 3 quimios e depois ela pede mais exames e se os resultados forem positivos poderei tomar em casa comprimidos da químio e ir no hospital só uma vez por mês para tomar o remédio dos ossos.

Mais uma vitória conquistada pela Graça Divina e pelos recursos da medicina. 

Em Praia Grande existem vários lugares que fornecem informações e apoio na detecção do 
câncer de mama. 

Além dos Postos de Saúde a Ong Estrela da Mama dá apoio às pessoas com câncer de mama, através de voluntárias que realizam reuniões, visitas, palestras educativas, artesanatos, ginásticas recuperadoras de movimentos perdidos, troca de amizades e trocas de experiências.



Curta a página da Estrela da Mama no facebook






14 de ago. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 11 - RADIOTERAPIA II



Depois de 2 cirurgias de mama, umas 30 quimioterapias e 20 radioterapias na coluna cervical (pescoço), o tumor da mama direita que cresceu no mesmo lugar, agora estava com 6 x 6 cm e crescendo externamente porque a mama foi totalmente retirada e ele estava em cima do músculo esquelético peitoral. 

Parecia um limão sob a pele do peito. 

Só a quimio não estava resolvendo, então a oncologista decidiu fazer radioterapia no tumor para ver  se diminuía de tamanho e me encaminhou para o radioterapeuta.

Ele ficou  preocupado porque eu não poderia parar com a químio e as duas terapias juntas seria muita toxidade de uma vez só.

Falou que ia conversar com a oncologista para estudarem o assunto.

Alguns dias depois, ele me chamou e disse que tinha falado com ela sobre o meu caso e decidiu fazer 25 sessões diárias de radioterapia  e que eu não precisava parar com a químio.

E lá vou eu,...todos os dias de ambulância até o Hospital ISO em Santos tomar minhas doses de radiação...rsrsrs...

Apesar do hospital ser novo e o aparelho de última geração, controlado por computador, sempre precisava esperar muito porque dava "tilti" e eles tinham que resetar tudo e começar de novo. Isso atrasava todas as sessões que eram com hora marcada.

Cheguei a ficar 2 horas na sala de espera, sentada numa cadeira de rodas.

A sorte é que tinha tv e chazinho e eu assistia capítulos da novela da 6 e da 7.
A aplicação mesmo era bem rápida, 8 minutos.

Entre tirar a blusa, deitar, aplicar e me vestir novamente não passavam mais de 15 minutos.

O chato era ficar naquela sala gelada, deitada no aparelho com as mão para trás, como mostra a figura abaixo, e a cabeça virada  para o lado...bem do lado dolorido do pescoço.


Eram só 8 minutos mas parecia que nunca ia acabar, porque as mãos "formigavam" e o pescoço doía  e eu não podia me mexer nem um pouquinho porque senão a radiação saia do foco do lugar a ser irradiado.

Depois da 10 sessão, a pele começou a escurecer e coçar.

Como uma vez por semana eu passava por uma consulta com o radioterapeuta ,ele disse que era normal.

Quando faltavam 2 sessões, começou a fazer uma ferida de queimadura, mas mesmo assim eu fui na aplicação.

No dia seguinte parecia que estava infeccionado e eu não fui na última sessão, que era numa sexta-feira.

Na segunda, passei com uma consulta com o médico e ele disse que não era infecção , apesar das crostas amareladas ao redor do tumor, mas um tipo de dermatite.

Ele disse para eu fazer compressas de camomila, para amolecer e limpar as crostas e passou uma pomada que eu deveria passar todos os dias, por 1 semana.

Minha filha Ana Flora fazia as compressas, limpava com gaze e retirava todas as casquinhas amareladas e depois passava a pomada.

No começo doía muito, mas depois foi melhorando e quando voltei no médico já estava bem melhor e ele mandou eu receber a última aplicação....ufa...que alívio...

Mesmo depois da última sessão, minha filha continuou a fazer as compressas e passar a pomada até sarar totalmente...

ESSA MENINA É UM ANJO NA MINHA VIDA...

EU TE AMO, MINHA FILHA E PEÇO TODOS OS DIAS PARA DEUS DERRAMAR CHUVAS DE BENÇÃOS NA SUA VIDA.

EU TE AMO!

Foi um período muito difícil e cansativo porque além de  ter de sair todos os dias de ambulância e viajar d uma cidade para outra, no meio do tratamento tive um pico de glicemia, devia à medicação que causou uma convulsão e eu fiquei muito fraca.

Mas penso que valeu a pena porque o tumor diminuiu muito, hoje ele está bem mais baixo e com menos de 4 cm.

Agora estou fazendo vários exames, a pedido da médica oncologista, e vamos ver como está todo o resto.

Depois eu conto prá vocês.


11 de jul. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 10 - MEDICAÇÃO

Decadron...Meu herói e meu vilão...

Por causa da metástase óssea, minha coluna cervical apresentava uma vértebra pressionando a raiz  do nervo,uma que os médicos diziam ter "implodido", outra abaixo do pescoço (T1) que estava quebrada, sem contar o estado "precário" de todas as outras.

As dores eram insuportáveis!

O primeiro medicamento indicado pela oncologista para combater essas dores foi o Decadron, que é antiinflamatório e foi um "santo remédio".

Porém, depois de um período a dose foi aumentada de 2 por dia para 4.

Aí surgiram todos os efeitos colaterais:

Retenção de líquido e aumento de apetite com o consequentemente aumento de peso, fraqueza e perda de massa muscular.

Mas isso não foi nada.

Uma semana depois do dia das mães, acordei de madrugada com uma enfermeira e um médico no meu quarto, juntamente com meu marido, minha filha caçula e até a filha casada, que mora num outro bairro  também estava lá.

Eu não estava entendendo nada e não falava coisa com coisa...

Só no dia seguinte, quando foi pro Pronto Socorro novamente, que entendi o que eles me contaram.

Tive um  pico de GLICOSE muito alto que provocou uma CONVULSÃO.

Detalhe: não sou diabética.

Só depois me disseram que "poderia" ser causada pelo DECADRON.

A oncologista receitou Metformina para controlar o índice de glicose.

via

 Comprei um aparelhinho para medir a glicose todos os dias, em jejum.

Passei por consulta com o endocrinologista que pediu vários exames e disse que devo continuar a tomar a medicação, mesmo não sendo diabética.

A oncologista foi diminuindo as doses de Decadron lentamente, porque esse remédio não pode ser "cortado" de uma só vez, com risco de paralização dos rins, por "mexer" com as supras-renais.

Hoje tomo só um Decadron por dia e Tilatil que também é antiinflamatório, analgésico e,  segundo ela, vai fortalecer a musculatura.

Além do Decadron (prá dor)
e do Tilatil (prá dor)

Estou tomando também:

Tramadol (prá dor)
Gabapentina (prá dor)
Lisador (prá dor)
Propanalol (taquicardia)
 Tamarine (prisão de ventre)
Óleo Mineral (prisão de ventre)

e como não poderia ser difirente, depois de tantos comprimidos

Omeprazol (protetor estomacal)











15 de mai. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 9 - QUIMIOTERAPIA



A primeira sessão de quimioterapia que fiz foi ainda internada no hospital. 

Antes, passei por uma micro-cirurgia, com anestesia e tudo, para colocação de um dispositivo chamado Portocath, sob a pele, para injetar os remédios e a químio.

O dispositivo é conectado direto no coração através de um tubo, como mostra a figura abaixo.

Não dói nada...


Isso evita "agulhadas" e invasões provocadas pelas injeções nos braços e nas mãos.

A colocação foi rápida e não senti nada, porque fiquei o tempo todo dormindo.

Só não posso dormir deitada do lado onde ele está porque pode forçar e deslocá-lo do lugar e isso me deixa um pouco incomodada.




Logo que chego, as enfermeiras me acomodam numa poltrona muito confortável, fazem a assepcia da região do portocath, introduzem o soro e a quimio e depois inclinam o encosto e levantam os pés, porque prá mim é melhor ficar deitada por causa da coluna cervical.

Lá é muito agradável...as enfermeiras são atenciosas...tem TV para a gente se distrair, no meio do tratamento eles servem uma sopinha de Caldo Verde deliciosa ou de Lentilha e como sobremesa uma gelatina.

Meu marido fica o tempo todo na sala de espera, que também tem TV, bolachas, balas, água.

De tempos em tempos, ele entra para ver se eu estou precisando de alguma coisa.

Vou e volto de ambulância. 



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4 de mai. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 8 - RADIOTERAPIA

Ainda internada no hospital, comecei as 20 sessões de radioterapia.

Primeiro é feita uma tomografia do local onde será aplicada a radiação.

No meu caso, foi a coluna cervical.

Depois, especialmente para cada paciente, é feita uma máscara com um tipo de material de silicone, que parece uma redinha que prende a cabeça na máquina para a gente não se mexer e não correr o risco da radiação atingir outra parte do corpo.


Tem gente que se sente mal, dá claustrofobia, taquicardia...etc...

Eu não senti nada, porque na hora me concentrei na minha respiração, fiz mantras, cantei, visualizei a cor verde e a violeta...e "tirei de letra". 

Tem até "lanchinho" na saída, feitos por voluntários que trabalham na Santa Casa Santos.

Depois que saí do hospital, o convênio autorizou uma ambulância para me buscar todos os dias em casa.



Ia na mordomia...deitada...conversando com as socorristas, ouvindo os "casos" e me divertindo.

Tive duas sequelas desse tratamento.

A primeira foi porque a pele do meu pescoço fiou bem fininha e sensível e o colar cervical ficou raspando na  lateral e rasgou a pele, mas o radioterapeuta me deu uma pomada para passar no local e logo a pele voltou ao normal.

O pior mesmo foi depois, quase no final do tratamento.

Começou a doer a garganta e eu não conseguia comer direito.

Ele receitou uma pomada de xilocaína que eu "derretia" na boca, antes de comer, para "anestesiar" a garganta.

Aliviava, mas não totalmente e eu chorava de dor cada vez que tinha de comer qualquer coisa...até líquidos...

No Natal ainda consegui comer alguma coisa sólida, mas 
no Ano Novo...meu marido pegou um pedaço de cada "delícia" do jantar e bateu tudo  no liquidificador e eu  comi aquela "papinha" chorando...

Hoje tudo voltou ao normal e não sinto mais nada, graças a Deus!

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21 de abr. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 7 - A INTERNAÇÃO


Na primeira vez que passei por consulta com a médica oncologista, ainda convicta em não fazer quimioterapia, ela tentou me convencer me levando para conhecer o ambulatório de químio mas quando ela abriu a porta, eu virei as costas e saí correndo na direção.

Foi um vexame!

Depois de alguns meses, quando descobri a metástase óssea na coluna cervical, voltei na oncologista e ela resolveu me INTERNAR, para me preparar para o início do tratamento de radioterapia e para que eu não FUGISSE mais...

Tenho convênio com o hospital Ana Costa de Santos e fiquei muito satisfeita com o atendimento deles.
O quarto era para 2 pacientes, mas a maioria do tempo fiquei sozinha, como um quarto particular.
O quarto e o banheiro eram limpos e higienizados todos os dias.


 Senti como estivesse num spa.
Levei alguns livros e música gospel para me distrair e aproveitei para escrever alguns posts para o Blog.


O café-da-manhã era caprichado...café com leite bem quantinho...bolo ou pão com manteiga e geleia, e um Nutren com vitaminas de A a Z.



 
Mas o que gostei mesmo foi da comida, como essa de cima:
Nhoque, arroz, carne assada, escarola, salada de frutas de sobremesa e suco de melão.


Arroz, feijão, frango ensopado, couve-flor, doce-de-abóbora e suco de laranja.


Espaguete com molho branco, arroz, frango assado, brócolis, brigadeiro de sobremesa e suco de maçã.


Arroz, carne assado com molha madeira, cenoura com ervas, salada de repolho picadinho, melancia de sobremesa e suco.


E essa batata recheada com creme e cenoura...uma delícia!

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12 de fev. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 6 - METÁSTASE ÓSSEA


Molécula RANKL, envolvida na migração de células pelo corpo, na formação de algumas células ósseas e na disseminação do câncer de mama aos ossos, pode ser a chave da metástase (Foto: Reprodução / TV Tem)

Antes de começar a postar sobre o meu tratamento de rádio e quimioterapia, quero publicar essa interessante pesquisa que também vem explicar a metástase na minha coluna cervical, devido ao tsuname
que passou na minha vida e do qual estou tentando sair, reconstruindo com o que sobrou por dentro e por fora....


METÁSTASE ÓSSEA

Altas cargas de estresse e depressão podem fazer com que o câncer de mama sofra metástase e chegue até os ossos, sugere um novo estudo feito em camundongos pelo Centro de Biologia Óssea da Universidade Vanderbilt, nos EUA. Os resultados do trabalho estão publicados na edição desta terça-feira (17) da revista científica “PLoS Biology”.
A pesquisa demonstra que a ativação do sistema nervoso simpático – que controla ações como luta ou fuga em situações de tensão – prepara o tecido ósseo dos animais para a metástase das células tumorais, o que diminuiu o tempo de sobrevivência.
Segundo o diretor do centro, Florent Elefteriou, a disseminação de células cancerosas para outros órgãos é uma das principais causas de morte em pacientes com câncer.
A equipe coordenada pelo cientista já havia descoberto que o sistema nervoso simpático estimula a remodelação óssea e usa algumas moléculas de sinalização – como a chamada RANKL – que são empregadas na disseminação do câncer de mama até os ossos.
Essa molécula também é conhecida por promover a migração celular e a formação de osteoclastos, células ósseas que decompõem esse tecido e propiciam a liberação de cálcio e outros minerais para o sangue
Molécula RANKL, envolvida na migração de células pelo corpo, na formação de algumas células ósseas e na disseminação do câncer de mama aos ossos, pode ser a chave da metástase (Foto: Reprodução / TV Tem)

21 de jan. de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 5 - TRATAMENTO NATURAL


Quando comecei meu tratamento natural para a cura do câncer de mama, a primeira coisa que pesquisei foi sobre a GRAVIOLA  e minha prima Marli me trouxe muitas folhas para eu fazer o chá, porque tem um pé dessa planta em casa.





Depois disso comprei o livro "Câncer tem Cura" do Frei Romano Zago e fiz a receita da bebida destilada com babosa e mel e fui tomando conforme a recomendação do Frei.






Outro livro bem interessante, que explica a origem emocional dos nódulos malígnos é o livro METAFÍSICA DA SAÚDE VOL.2 do Valcapelli e Gasparetto onde na página 158 ele diz:

"No âmbito metafísico, as condições internas desencadeadoras do câncer de mama referem-se a profundas mágoas afetivas provocadas pelos episódios vividos com a família ou com o parceiro, que geraram profundas mágoas, fazendo com que a mulher reviva com frequência os ferimentos emocionais"...


Em seguida comecei um tratamento com MEDICINA CHINESA ,com objetivo de alcançar um TRATAMENTO HOLÍSTICO, onde não somente o corpo físico fosse tratado, mas sim todos os outros "corpos" envolvidos.


Como já era adepta a uma alimentação mais natural, fiquei um tempo sem comer carne vermelha, acrescentei na alimentação ômega 3, cominho preto, açafrão, castanha do pará, semente de linhaça e procurei fazer uma dieta mais reforçada com ALIMENTOS ORGÂNICOS e uma vez por semana tomava uma homeopatia e aplicação de ozônio.

Também utiizei o MÉTODO KOVACSIK e a APOMETRIA

Nesse meio tempo, li muitos livros e assisti documentários e FILMES a respeito de tratamentos naturais e casos de CURA ESPONTÂNEA do câncer.

Continuei com minhas atividades normais com a minha loja de artesanato JOANA BANANA e comecei a trabalhar como cinegrafista na empresa MM FOTO E VIDEO do meu marido, que é fotógrafo de casamentos e aniversários.

Estava dando tudo certo, até que comecei a sentir um dor nas costas que irradiava para o pescoço como um torcicolo.

Como a dor foi intensificando e o pescoço endurecendo cada vez mais fui  ao Pronto Socorro e o médico pediu um RX, cujo diagnóstico foi "artrose" e me encaminhou para a fisioterapia.

Ao começar o tratamento fisioterápico com eletrodos, a dor era tanta que eu chorava o tempo todo e a fisioterapeuta me encaminhou novamente ao médico para pedir uma tomografia, que ao ver o resultado do exame me disse que eu estava com "lesões líticas na  coluna cervical", ou seja METÁSTASE ÓSSEA e me encaminhou ao neuro-cirurgião.

O neuro-cirurgião, por sua vez, me encaminhou ao oncologista, porque não poderia fazer nada antes que eu tratasse na  metástase.

E foi assim que fui "obrigada" a começar a fazer 20 sessões de Radioterapia e agora a Quimioterapia.

No próximo post vou contar como está sendo toda essa mudança radical na minha vida...









9 de dez. de 2012

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 4 - O EFEITO SOMBRA

Meus pais Cláudio e Zezinha

O EFEITO SOMBRA

As lembranças que tenho dos meus pais revelam a presença da "Luz" e da "Sombra" que existe em todos nós...

Sou de origem portuguesa e espanhola por parte de mãe e italiana por parte de pai.

Cresci ouvindo meu pai cantar lindas canções de amor em italiano para minha mãe e para mim.

A irmã do meu pai era cantora lírica do Teatro Municipal de São Paulo e eu fui acostumada a ouvir muita ópera pelo rádio quando pequena e depois de adulta em casa e no teatro.

Já o sonho da minha mãe era ser bailarina clássica.


Ela contava sempre a emoção que sentiu quando ganhou de presente o seu primeiro sapatinho de balé.

Porém, nunca conseguiu fazer o curso tão sonhado, por circunstâncias da vida, mas tinha um estilo próprio
de dançar...um estilo livre, cheio de criatividade, com influência na dança flamenca.

Quando solteira, nas festas na casa do meu pai, sempre pediam para ela dançar e até arriscava alguns passos de dança-do-ventre.

Esse ambiente musical influenciou minha personalidade e aos 13 anos participei de um concurso, na cidade de Leme, e ganhei em 1.o lugar como "A melhor voz de Leme 1966".


Depois, mudei disso mudei para a cidade de Americana e fui membro da Igreja Presbiteriana, onde cantei por 6 anos no coral da igreja como 1.o soprano.

Anos depois, já casada e morando em Santo André, ganhei outro concurso de música, cantando uma canção que meu marido fez para a minha primeira filha Joana.

O que quero deixar bem claro aqui é que tive muitos momentos de alegria e amor na convivência com meus pais.

Porém, como dentro de todos nós existe uma personalidade dual, também sofri os traumas causados pelo "lado sombra" de ambos e criei um próprio "lado sombra" dentro de mim.

Para mim não é fácil falar sobre isso...

Faz todas aquelas emoções de medo e raiva que senti, aflorarem novamente na minha mente e no meu coração, em forma de lágrimas.

Eles se amavam muito e foi amor à primeira vista.

Namoraram 7 anos e minha mãe contava que até fizeram um pacto de sangue, jurando eterno amor.

Mas, como acontece com todo mundo, quando a nossa "Sombra" (emoções como raiva...medo...etc...) toma força a nossa "Luz" (sentimentos como amor...perdão...compaixão...) enfraquece...

E era exatamente isso que acontecia com meu pai.

Além de ser viciado em jogo (cartas e corridas de cavalos) o consumo de álcool agravava ainda mais a situação e quando ele chegava em casa, depois de ter perdido todo o seu dinheiro, começavam as brigas que sempre acabam com meu pai agredindo minha mãe fisicamente.

Eu assisti todas...

Isso deixou marcas profundas na minha alma, porque por mais que eu amava meu pai e sabia que ele me amava e que aquela agressão era somente  contra a minha mãe, o que os meus olhos viram jamais foram apagados da minha memória.

As vezes  ele batia tanto nela que ela ficava desfigurada...

Outras vezes,  quando eu voltava da escola, de longe ouvia os gritos da minha mãe e já imaginava ele batendo nela...o coração disparava e eu tremia....e quando entrava em casa, via que ele nem estava lá...

Puro trauma de uma criança que via a violência contra a sua mãe e era impotente para mudar essa situação.

Isso criou o meu próprio "lado sombra" quando não pude reconhecer, dentro de mim, o medo e a raiva que sentia.

Esse medo que me bloqueou em muitas situações na vida e essa raiva que se transformou numa energia auto-destrutiva que ficou latente por muitos anos dentro de mim.

Quando o meu pai perdia todo o dinheiro no jogo e não tinha coragem de voltar para casa, a gente ficava meses sem saber onde ele estava e numa ocasião, minha mãe foi obrigada a deixar cada filho com uma tia para poder trabalhar numa outra cidade, onde meus avós foram morar.

Sei que isso não afetou só a mim, mas meus irmãos também.

A última vez que isso aconteceu, minha mãe tinha mais de 60 anos e tinha acabado de ganhar de presente da minha tia, uma viagem para Caldas Novas em sua companhia.

Ela estava muito feliz porque seria a primeira vez que iria se hospedar num hotel.

Mas...uma semana antes o meu pai "sumiu" e a viagem não se concretizou e ficamos meses sem saber onde ele estava.

Logo depois disso, minha mãe pegou uma pneumonia (que na metafísica está relacionada com tristeza) e por causa da baixa no sistema imunológico...meses mais tarde...foi diagnosticada com câncer linfático.

Nessa época ela morava em Praia Grande e teve de se mudar para a casa da minha irmã em Santo André para fazer uma cirurgia de retirada de um nódulo no timo e fazer o tratamento de químioterapia, mas depois de 3 anos, surgiu um tumor no cérebro  que foi tratado com radioterapia.

Dava dó de ver aquela mulher que adorava dançar, falar, fazer crochê e palavras cruzadas, balbuciando palavras incompreensíveis, sem ao menos conseguir se comunicar pela escrita.

E aos 66 anos, depois de ter feito todo o tratamento direitinho, ela faleceu.

Eu sempre falei que ela não morreu por causa do câncer, mas das sequelas do tratamento e que o que desencadeou a sua doença foi o trauma do último abandono do meu pai e ver o seu sonho desfeito.

E esse foi o motivo pelo qual eu preferi optar por outras terapias, quando tive o diagnóstico de câncer de mama, as quais descreverei em outro post.

O que eu não podia imaginar, era que um terremoto estava se formando lentamente e eu teria de enfrentar um tsunami que viria me atingir em cheio, destruindo tudo o que consegui construir de mais positivo na minha vida, apagando minha "Luz" e abrindo a "Caixa de Pandora" onde eu havia escondido minha "Sombra" que eu tanto tentava negar.

Ah! Tenho de deixar registrado aqui  a última lembrança que tenho dos meus pais, gravada eternamente na minha memória:

A última vez que vi os dois juntos, ela já estava com a doença bem avançada e ele estava levando-a pela cintura, do banheiro para o quarto, para deitá-la na cama e eu seguia atrás deles.

Ouvi quando ele falou: Me perdoa, Maria!

Ao que ela respondeu: Eu não tenho "nada" para perdoar...

Ai a "Luz" se fez e o AMOR VENCEU !


Aos meus pais eu dedico agora meu pedido de Perdão do Ho'oponopono

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