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24 de fev. de 2010

GRAVIDEZ


Quando engravidei da minha primeira filha JOANA, não tinha experiência de nada e não pude contar com a presença da minha mãe.

Não tinha internet naquela época (1981) e tudo que aprendi foi através de leitura de revista que falavam sobre "pais e filhos"...

Tive uma gestação fácil e trabalhei até no último dia.

Era uma segunda-feira e pela manhã fiz uma "faxina" na lanchonete que tinha com meu marido em frente à praia.

Tomei banho de mar e depois do almoço dormi um pouquinho. Às 17:30 saímos para ir ao cinema.

Atravesse a rua e começei a sentir que um "líquido" escorria pelas minhas pernas.

Parei e pensei que poderia ser "xixi" mas, logo percebi que era o rompimento da Bolsa D'água...

Olhei para o meu marido e disse com muita calma: A BOLSA ROMPEU !

Ele ficou desnorteado, andando prá lá e prá cá no meio da rua, dizendo: E agora? E agora? O que eu faço?

Eu pedi para ele ir chamar um taxi e entrei para o apartamento para tomar um banho e pegar a bolsa com as roupinhas do bebê.

Minha sogra havia me aconselhado a tomar um "banho de acento" e me lavar com uma "pedra de sabão virgem".

E foi o que fiz depois de uma chuveirada.

Cheguei na Santa Casa de Praia Grande (recém inaugurada) às 18:30 h e percebi que só tinha duas enfermeiras na maternidade sendo que, por coincidência, uma delas tinha sido minha companheira de quarto de pensão, quando eu ainda era solteira e morava em Santo André.

Não tinha nenhum médico no hospital que parecia estar vazio.

Elas me levaram para a sala de pré-parto e de vez em quanto iam até lá para saber se já haviam começado as contrações.

Meu marido e minha irmã ficaram do lado de fora do hospital e falavam comigo pela janela, perguntando o tempo todo se estava doendo.

Assim foi até às 23 h da noite...e eu não sentia nenhuma dor...

Foi quando as enfermeiras resolveram aplicar soro com OCITOCINA para estimular as contrações e às 23:30 h elas começaram...

Só estavamos eu e as duas enfermeiras na sala do parto e a minha preocupação era com o fator RH- do meu sangue que poderia entrar em conflito com o sangue do bebê e se isso acontecesse haveria necessidade de uma transfusão.

As enfermeiras me orientavam a RESPIRAR rapidamente para oxigenar bastante o sangue (respiração de cachorrinho) e não fazer força pela garganta e sim pelo DIAFRÁGMA.

Para facilitar a expulsão uma delas empurrava minha barriga para baixo com cuidado.

Hoje falo para as minhas filhas que dor de dente é pior que dor de parto, porque as contrações, na hora do parto, são alternadas por períodos de descanço, o que dá um alívio grande para a mãe e possibilita tempo para a respiração.

A gente respira na pausa e faz força na hora da contração.

E, depois de 7 horas de trabalho de parto a Joaninha nasceu às 24:45 h da terça-feira.

Ela saiu como um "sabonete escorregando pelas mãos" e em seguida as dores SUMIRAM milagrosamente.

Li depois, que a quantidade de OCITOCINA no momento do parto nunca mais é atingida em toda a nossa vida e esse hormônio que ESTIMULA AS CONTRAÇÕES e a PRODUÇÃO DE LEITE MATERNO é chamado de "HORMÔNIO DO AMOR" porque é responsável pelo VÍNCULO MÃE-BEBÊ.

É também um hormônio ligado ao que as pessoas sentem ao, por exemplo, abraçar seu parceiro de longa data.

Tive mais duas filhas, JÚLIA em 1988 e ANA FLORA em 1990, de PARTO NORMAL e a cada parto foi mais fácil e rápido tê-las.

Da Julinha, as contrações começaram às 05:30 h da manhã, entrei no hospital às 06:30 h e ela nasceu às 09:50 h ( 4 horas e 20 minutos de trabalho de parto).

Da Ana Flora, as contrações começaram também às 05:30 h da manhã, entrei no hospital às 06:30 e ela nasceu às 07:10 h ( 2 horas e 40 minutos de trabalho de parto).

Nas próximas postagens falarei sobre gestação e parto, dando dicas para facilitar a vida da mamãe e do bebê.

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