23 de out de 2012

CÂNCER DE MAMA - CAPITULO 2 - ORIGEM NATURISTA


Hoje vou tentar explicar porque optei em fazer um tratamento naturista para eliminar essa doença do meu corpo.

Eu costumo dizer que nasci "naturista", "biologista" e, consequentemente "ecologista"...

Uma boa parte da minha infância passei no quintal do meu avô Eduardo e foram uns dos melhores momentos da minha vida.



O seu quintal era todo plantado.

Tinha muitas árvores frutíferas...ameixeira, limoeiro, laranjeira, goiabeira, abacateiro, maracujazeiro e até uma parreira de uvas.

A maior lembrança que guardo até hoje comigo é com que carinho e dedicação ele cuidava de tudo.

Eu acompanhava observando maravilhada ao vê-lo ensacar cada goiabinha que nascia, com saquinhos de papel para impedir, de forma tão natural, que passarinhos bicassem os frutos e os "bichinhos de goiaba" pudessem se reproduzir dentro delas.

Adorava andar sob a parreira de uvas e vê-las todas penduradinhas crescendo a cada dia e mudando de cor.

E as flores de maracujá então... com aqueles pistilos delicados e coloridos.

Um perfume inesquecível é o da flor-de-laranjeira...

Como pode uma flor com pétalas tão pequeninas cheirar daquele jeito.

Ficava observando as abelhas com seus corpinhos marrons com listras amarelas sobrevoando essas flores e colhendo o pólen para fazer o mel.

Mas o que gostava mesmo, era subir no pé de abacateiro, ficar sentada num galho, olhando o movimento da rua e cantando...

Observava, também maravilhada, como o repolho podia nascer com suas folhas abertas, como uma alface, e ir fechando sobre si mesmas, a cada dia, até virar aquela bolinha fechada que hoje só se vê nas feiras e supermercados.

E a cenoura, como podia crescer para "baixo", escondidinha na terra, só ficando um punhadinho de folhas visíveis no lado de cima.

Quando estavam prontas para colher, a gente puxava as folhas e aparecia aquela cenoura linda...era só lavar  na água que havia sido tirada do poço e comer na hora...ali mesmo.

Ele me ensinou a cavocar a terra...semear... regar...tirar as ervas daninhas...esperar o crescimento e só depois colher "os frutos".

Ah! E como adubo ele usava esterco de cavalo e vaca que iamos pegando pelas ruas, que ainda eram de terra, com uma pá e enchendo um saco para depois misturar na terra da horta, juntamente com cascas de ovos e frutas, folhas e restos de comida para tudo virar um adubo orgânico, sempre com muita minhoca para oxigenar a terra.

Ele também criava galinhas e o que mais me lembro era como ele cuidava dos biquinhos machucados dos pintinhos...passava "azul de metileno" em cada um com muito cuidado.

Quando ele via que uma galinha estava para botar ovos, me chamava e dizia para por a mão em baixo e pegar o ovo, que saia ainda meio mole e quentinho, e depois colocava sobre os meus olhos dizendo que aquele calor fazia bem para as vistas.

Sempre que faço "palming", que é a técnica de cobrir os olhos com as mãos por alguns momentos, para que o calor e a escuridão possam descansar e aliviar a visão, lembro dele.

Uma coisa extraordinária que ele também fazia era "enxertos" com rosas: cortava um galhinho de uma rosa colorida e "enxertava" no pé de rosa branca ou de outra cor (tinha a técnica certa para fazer isso)...e surpresa...quando a rosa brotava...estava mesclada!

Depois ele replantava uma muda da rosa mesclada que dava origem a outras rosas mescladas...e assim por diante.

Eu ficava maravilhada!

Essa foi a maior "herança" que meu avô meu deixou para mim e eu sou muito grata a ele por isso.

Te amo vovô!

E eu passei para as minhas filhas, porque, sempre que morei em casa com quintal, tive minha horta de verduras e ervas, uma goiabeira, onde as maritacas vinham cantar todos os dias, pé de chuchu que cercava o muro e um lindo o frondoso pé de guaco, que ganhei da minha mãe e com suas folhas benditas eu fiz muito CHÁ para curar resfriadinhos e tosses das meninas.

Elas também viveram uma boa parte disso e gostavam de comer as folhas de hortelã, manjericão, erva-doce, etc...direto da planta.

Sempre tivemos animais de criação andando pelo quintal, galinha e pintinhos, patos, porquinhos-da-índia, cachorros e muitos...muitos gatos.

Elas também tiveram muito contato com a natureza porque íamos a parques fazer pique-niques, pescar, desenhar ao ar livre, caminhadas de observação da vegetação, pisando diferentes tipos de solo com os pés descalços, observando o comportamento dos animais em zoológicos, como também nas férias, quando passávamos horas andando na praia colhendo conchas ou observando os "tatuzinhos" e as visitas que fizemos ao Museu do Mar e ao Aquário.

Até hoje, mesmo morando num apartamento, mantenho nas sacadas, vasos com manjericão, hortelã, alecrim, salsinha, cebolinha, etc...

Bem...era isso que eu queria explicar.

E foi assim que cuidei também do meu corpo, que considero SAGRADO, como o corpo da  MAMÃE NATUREZA, do qual todos fazemos parte.

Na próxima publicação descreverei como foi esse processo...

Até mais.
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3 comentários:

  1. Aquela época que eu e a Flora ficavamos brincando com o barro no quintal (que formava por causa da piscina), fazíamos também as "poçõezinhas" pegando várias folhas de plantas diferentes e jogando em copinhos com água...lembro também das vezes que você cuidava do jardim, ligava a mangueira pra limpar a calçada daquela árvore grandona que ficava em frente a nossa casa. Lembro daquela flor que parecia um "buquê", que ficava meio escondida no jardim, na parte de trás.
    Mesma época em que algumas noites a gente ia pro jardim e o pai tocava violão pra gente.

    Tanto tempo, tanto coisa, parece que foi outra vida, né? Divia ter durado pra sempre. <3

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  2. Júlia, provavelmente a flor q parece buque da qual vc ta falando é a Hortencia.
    Eu também acho q as coisas deveriam ter continuado com aquela essência.
    Sobra pra nos a lição de q só depende de cada um.
    E q nunca é tarde pra ser feliz.
    A gente pode nao ter mais aquele quintal, mas se a gente veio junto nessa vida é porque podemos aproveitar ao máximo a companhia e agir com simplicidade, sem pensar no passado ou no futuro.
    Só aproveitar que podemos estar juntos nesse momento.

    Bj

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  3. Ju, essa flor q parece buque é a Hortencia.
    Tb acho q podíamos fazer da vida um negocio simples... Sabe? Viver, aproveitar as pessoas q Deus colocou do nosso lado, na nossa família. Pq nunca é por acaso. E se existe amor, a gente devia esquecer o resto. Esquecer o q aconteceu e o q poderá acontecer e viver hoje. E cuidar uns dos outros como o nosso biso cuidava de sua horta...

    Te amo irmã.
    Te amo mãe.

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