4 de mai de 2013

CÂNCER DE MAMA - CAPÍTULO 8 - RADIOTERAPIA

Ainda internada no hospital, comecei as 20 sessões de radioterapia.

Primeiro é feita uma tomografia do local onde será aplicada a radiação.

No meu caso, foi a coluna cervical.

Depois, especialmente para cada paciente, é feita uma máscara com um tipo de material de silicone, que parece uma redinha que prende a cabeça na máquina para a gente não se mexer e não correr o risco da radiação atingir outra parte do corpo.


Tem gente que se sente mal, dá claustrofobia, taquicardia...etc...

Eu não senti nada, porque na hora me concentrei na minha respiração, fiz mantras, cantei, visualizei a cor verde e a violeta...e "tirei de letra". 

Tem até "lanchinho" na saída, feitos por voluntários que trabalham na Santa Casa Santos.

Depois que saí do hospital, o convênio autorizou uma ambulância para me buscar todos os dias em casa.



Ia na mordomia...deitada...conversando com as socorristas, ouvindo os "casos" e me divertindo.

Tive duas sequelas desse tratamento.

A primeira foi porque a pele do meu pescoço fiou bem fininha e sensível e o colar cervical ficou raspando na  lateral e rasgou a pele, mas o radioterapeuta me deu uma pomada para passar no local e logo a pele voltou ao normal.

O pior mesmo foi depois, quase no final do tratamento.

Começou a doer a garganta e eu não conseguia comer direito.

Ele receitou uma pomada de xilocaína que eu "derretia" na boca, antes de comer, para "anestesiar" a garganta.

Aliviava, mas não totalmente e eu chorava de dor cada vez que tinha de comer qualquer coisa...até líquidos...

No Natal ainda consegui comer alguma coisa sólida, mas 
no Ano Novo...meu marido pegou um pedaço de cada "delícia" do jantar e bateu tudo  no liquidificador e eu  comi aquela "papinha" chorando...

Hoje tudo voltou ao normal e não sinto mais nada, graças a Deus!

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